sexta-feira, 8 de março de 2013

Colégio Módulo - 22/02/2013

“Sim, a Rússia parece estar aqui na sala e mais, já nos parece abrasileirada”, nos define o Professor Carlos Ubiratã, Coordenador do Projeto English Módulo e mediador dessa entrevista. Isso porque a russa Olesya Stafutdinova, 21 anos, estudante de Relações Internacionais, tem se mostrado um grande apoio aos professores de Língua Inglesa da escola. Nas aulas, Stafutdinova traz um pouco da cultura, dos costumes, da economia, enfim, da vida na Rússia, utilizando-se do Inglês para esse contato com os alunos brasileiros.
Ao ser questionada sobre a escolha pelo Brasil, ela nos diz que “há uns 12 anos, na escola, fiz um projeto sobre o Brasil – Rio de Janeiro e Carnaval especificamente – e dele veio a paixão pelo Brasil, por conhecê-lo. Não sabia, porém, quando ou mesmo como eu viria, mas já sabia que viria”.
Esta, no entanto, não foi a primeira tentativa de parar em terras verde-amarelas. Há pouco mais de um ano Stafutdinova tentou vir para Campinas, mas os pais não deixaram. Na oportunidade, então, visitou a Itália, até que em 2013, enfim, o destino Brasil se concretizou. Através da AIESEC, instituição renomada e respeitada por promover intercâmbios internacionais, nossa russa conseguiu o aval da família, e graças a convênio estabelecido com Universidade Federal de Sergipe (UFS), a temos por hora na escola.
A respeito de sua missão, Stafutdinova nos esclarece que consiste em trabalhar voluntariamente com crianças brasileiras nas escolas, a exemplo de ações já efetivadas em outros países por estudantes que, como ela, tornam-se professores auxiliares nas aulas de Inglês. Perguntada sobre o aluno brasileiro, ela nos surpreende: “as crianças são muito amáveis, fofas. O respeito e a educação delas me encantam”, pontua.
Stafutdinova concluiu no ano passado a primeira etapa dos seus estudos em Relações Internacionais, os quais totalizam 6 anos. Após esses primeiros 4 anos e depois de ir à Itália e escrever sobre a economia de negócios, vir ao Brasil e visitar São Paulo, Recife, Aracaju e Rio de Janeiro lhe fornecerá material suficiente para a conclusão do seu trabalho de curso, que trata dos fatos econômicos interculturais.
Um outro ponto interessante destacado por Stafutdinova foi seu sentimento quanto à escola: “todos foram muito receptivos, a escola é detentora de uma equipe extremamente profissional, aberta. Os métodos de estudo sem dúvida são muito mais próximos do aluno do que temos na Rússia. Você contam com laboratórios específicos de Inglês, e aqui as crianças são motivadas a aprender. Acho que vou chamar isso de uma ‘loucura positiva’, pois não há distanciamento da prática, do uso da língua. Mais, vejo os professores empolgados contagiando os alunos. Na Rússia não há esse calor humano, essa alegria, essa familiaridade. Aliás, foi um choque pra mim as crianças terem vindo me beijar, abraçar, me chamar de professora. Já estou com saudades”, comenta.


A expectativa de Stafutdinova agora é conhecer o Cristo Redentor, já que ela conheceu o Coliseu, também uma das maravilhas do mundo. Aliás, ela nos disse que na sequência ambiciona ver as outras 5 maravilhas.
Perguntamos por fim se ela pretende voltar ao Brasil. A resposta: “sim, não quero perder o contato com os estudos das relações econômicas e dos negócios do país. Na Rússia vemos o Brasil como uma terra de muitas oportunidades e de pessoas que conseguem novas maneiras de trabalho e motivação. Aliás, se um dia forem à Rússia, e eu espero que isso ocorra, sejam muito bem-vindos à minha casa”, encerra.

Link do post original:
http://colegiomodulo.com/noticias/a-russia-mais-perto-colaborando-com-o-ingles/

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